A árdua caminhada rumo à universidade

//A árdua caminhada rumo à universidade

Alunos que passaram no vestibular macro contam a experiência de viver o “terceirão”.

Ser aprovado no vestibular e garantir uma vaga no curso superior desejado é o sonho de todo estudante. Mas, para conquistar esse resultado, o caminho percorrido não é tão fácil como se espera. São três anos de preparação e, no último, o chamado “terceirão”, as horas de estudos são mais intensas. Momento este em que os jovens definem a área de atuação profissional e vivem etapas direcionadas para o único alvo: os processos seletivos. 

Lucas Jehu Silva Shepard escolheu a área de Engenharia da Computação e, ao realizar o vestibular MACRO da Universidade Estadual do Amazonas (UEA),  foi aprovado em 2.º lugar no curso desejado. A estudante Waleska Vieira Lima, por sua vez, conquistou o 8.º lugar no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, também no exame MACRO da UEA. Daniel Petruccelli Israel obteve igual mérito, sendo aprovado no curso de Direito, da mesma universidade. O trio faz parte de uma pequena turma da 3.ª série do Ensino Médio do Centro Educacional Século, localizado na zona oeste de Manaus.

Da turma, cinco participaram da seletiva e os três: Daniel, Lucas e Waleska, tiveram resultados imediatos. A aluna Natália Cardoso Chíxaro realizou o exame para o curso de Medicina e obteve nota máxima em Redação, ficando na lista de espera.

Para Sandra Fragoso, Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio da escola, esse resultado já era esperado, pois a turma foi destaque em 2018 pelo empenho e dedicação. “Eles fizeram a diferença, foram críticos e perseverantes, seus sonhos somaram-se aos objetivos do Século. Uniram-se para estudar e não se prenderam somente ao conteúdo ministrado em sala de aula”, conta a coordenadora.

Waleska Vieria Lima, aprovada na Vestibular da UEA para o curso de Licenciatura em ciências biológicas

Entre simulados, debates e seminários, discutindo temas com foco nos processos seletivos, a turma também participou de mostras científicas envolvendo todas as disciplinas, como também de projetos de orientação vocacional, o qual aconteceu em três  etapas (pesquisa, roda de conversa e teste vocacional). Aos sábados, participaram do projeto Minha Redação é Mil. E assim os estudantes contavam com a ajuda dos professores como orientadores nesse processo.

Objetivos comuns, áreas diferentes e muita determinação para a conquista de seus objetivos. Essa pequena turma tornou-se referência para os alunos mais novos da escola, tudo isso porque, de acordo com Sandra Fragoso, esses estudantes dividiram seus tempos de estudos com participações em competições nacionais que, com o sucesso dos resultados, foram sendo honrados com medalhas e honrarias. As competições foram desde a Jornada Espacial, Lançamento de Foguetes, Robótica e Concurso de Redação da Marinha do Brasil.

Waleska Lima explica que a turma, quando decidiu participar dessas competições, recebeu o apoio da escola e dos professores, o que para ela fez toda a diferença. “Ter o apoio dos nossos professores e saber que podíamos contar com eles, independente do resultado, foi muito importante,  foi a nossa base”, disse.

A afinidade pelos cálculos foi percebida desde cedo, Shepard explica que concentrar nas prioridades é o que importa.  “Às vezes o esforço extra em outras áreas compensa, não dá para se limitar em apenas disciplinas que se gosta. É preciso ter uma rotina e focar na reta final dos estudos”, afirmou.

Arthur Caldas, Coach Vocacional e de Carreira, acompanha muitos jovens nesse processo e afirma que não é fácil; para alcançar o resultado que se espera, o especialista ressalta que exige primeiramente o planejamento e destaca algumas ações como relevantes que irão contribuir para o sucesso na vida. “Os jovens precisam se autoconhecer, fazer análise e pesquisa da área profissional, mercado de trabalho, grade curricular do curso e, por último, ter criticidade”, finaliza.  

Caldas completa falando que é uma caminhada árdua, em que o estudante se prepara para o momento o que muitas vezes gera uma ansiedade enorme pela pressão que sentem e por vezes ocorrem conflitos de gerações dos pais com os jovens deste século, e aconselha os pais a considerar esse novo contexto.  

“Se o jovem faz uma boa escolha, ela terá impacto na sociedade, a nossa escolha profissional não serve apenas para nós mesmo, a sociedade toda vai se beneficiar”, concluiu Arthur.  

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2018-12-13T10:23:06+00:00