Com o objetivo de oferecer espaços de inclusão para todos, escola Século sai na frente com sala de recursos multifuncionais

//Com o objetivo de oferecer espaços de inclusão para todos, escola Século sai na frente com sala de recursos multifuncionais

A inclusão é um processo que não ocorre espontaneamente. Também não acontece da noite para o dia. É uma construção demorada porque demanda uma forte reformulação das políticas e das práticas das escolas tradicionais, quase sempre elitistas e excludentes.

De acordo com especialistas, não se promove a inclusão de um aluno com características diferenciadas sem que sejam criadas as devidas estratégias que lhe permitirão construir um percurso próprio no sentido de uma integração efetiva com seus colegas e professores, assumindo o protagonismo de sua aprendizagem.

A real inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais está para muito além da mera presença deles na sala de aula. Para tanto, toda escola que pretenda ser realmente inclusiva deve estar disposta a rever concepções, recriar sua estrutura organizacional, adotar currículos flexíveis e estratégias teórico-metodológicas eficientes, criar espaços inclusivos e promover a integração verdadeira do aluno à classe, sem essa postura, a aprendizagem não acontece.

Embora a legislação imponha que os alunos com necessidades educacionais especiais sejam matriculados em turmas de ensino regular, o cotidiano da grande maioria das escolas tradicionais escancara a constatação de que essa inclusão não virou realidade, resumindo-se à mera inserção dos alunos nas classes, seja por falta de projetos competentes, seja por falta de formação específica do professor.

Para a professora doutora e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicopedagogia Diferencial, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Maria Almerinda Matos, no momento em que uma escola se aproxima da inclusão, se compromete com a luta pela aceitabilidade social, de tal forma que indivíduos ditos normais e indivíduos rotulados como incapazes serão vistos sob a mesma óptica, concebidos como sujeitos de um único mundo, com as mesmas oportunidades e respeito às diferenças individuais.

Atentos aos parâmetros da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e ao que estabelece a Lei Brasileira de Inclusão, o Centro Educacional Século concebeu e implementou sua proposta de educação inclusiva com base nos princípios do direito à educação, direito à igualdade de oportunidades, direito à aprendizagem e à participação e direito a escolas responsivas e de boa qualidade.

O trabalho da escola na perspectiva da inclusão assenta-se em um planejamento de recursos estruturais, tecnológicos e humanos elaborado para sustentar uma prática educacional voltada ao atendimento da diversidade.

Segundo a direção pedagógica da escola, o tripé em que se baseia toda a proposta tem como primeiro ponto a formação dos professores para trabalhar com educação inclusiva; o segundo, o acolhimento da família pela escola para gerar segurança quanto ao compartilhamento de responsabilidades no processo; e o terceiro, o atendimento às exigências e aos imperativos constitucionais de uma educação verdadeiramente inclusiva, consolidando-se com um núcleo de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e uma Sala de Recursos Multifuncionais – espaço da escola em que são atendidos todos os alunos, inclusive os que possuem necessidades educacionais especiais, por meio de estratégias de aprendizagem ancoradas em um fazer pedagógico diferenciado.

“O programa de inclusão neste ano de 2019 será integrado com todos os acompanhamentos e resultados dos nossos professores na sala de aula, por isso, decidimos investir na formação dos nossos docentes neste sentido. A Sala de Recursos Multifuncionais irá realizar atendimento individual e atendimento específico num espaço de desenvolvimento para potencializar suas condições de aprendizagem”, afirmou Nívia Carvalho.

O modelo de educação inclusiva adotado pela instituição visou contemplar a todos, não apenas um grupo específico de alunos. Afinal, é importante lembrar que as pessoas pensam, sentem, agem, aprendem e captam a realidade de formas diferentes.

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2019-01-22T15:36:07+00:00